" FOCO " é uma ferramenta essencial, é o que diferencia um especialista de um amador, um profissional de sucesso do funcionário mediano"
Mas ao mesmo tempo, nossa, nossa habilidade de prestar atenção, de focar, está ameaçada.
Temos mais tecnologias sendo lançadas que nos distraem o tempo todo.
As crianças estão crescendo em um ambiente em que há mais distrações do que em qualquer outra geração na história humana.
E apesar de tudo isso estar acontecendo, agora sabemos mais como ajudar as pessoas a melhorar a atenção.
E por que isso é importante?
Porque é o ingrediente secreto para o sucesso em todos os âmbitos da vida.
FOCO não é uma coisa. FOCO é uma maneira de falar das muitas variedades de atenção.
Cada tipo de atenção é importante, na hora certa e no lugar certo.
Então temos a concentração, que automaticamente pensamos que é estar focado.
A concentração significa conseguir prestar atenção aqui e ignorar outras coisas ao redor.
Tem a presença aberta, que é, por exemplo, estar com a pessoa que está em frente a você.
Prestar total atenção no momento.
Isso é diferente de concentração, é uma consciência panorâmica.
E temos um tipo de associação livre, que é um tipo diferente de FOCO é deixar sua mente ir aonde ela quiser ir.
Então, hoje é cada vez mais importânte entender o tipo de FOCO que eu preciso, em qual situação e como posso obtê-lo.
Porque os fatos nos mostram que esta habilidade de prestar bem atenção na hora certa, do jeito certo, é absolutamente necessária para um desempenho máximo e sucesso na vida.

Autor do best-seller Inteligência emocional e de mais de 10 livros sobre psicologia, educação, ciência e liderança, Daniel Goleman fala sobre a inteligência emocional no ambiente de trabalho
Testes de QI sempre foram tomados como parâmetros de mensuração da inteligência individual e, por tabela, ainda são um meio de um sujeito dizer que é mais inteligente do que os outros à sua volta. Mas o que as organizações, governos e a sociedade precisam é de líderes sensíveis, que saibam desenvolver uma empatia social com a sua equipe; essa competência é vital no frontdas crises, seja quais forem as suas proporções. Aqui entra o psicólogo Daniel Goleman e sua teoria da Inteligência Emocional.
A trilha acadêmica de Goleman é extensa, e o relato de sua experiência mais ainda. Começando pelo meio, ele concluiu os seus estudos de doutorado e pós-doutorado por Harvard após várias viagens pela Ásia estudando métodos ancestrais de psicologia, como a meditação. O trabalho resultou em seu primeiro livro, A mente meditativa, o primeiro de uma dezena. Mas o verdadeiro sucesso editorial veio com Inteligência emocional, concluído em 1995: cinco milhões de cópias vendidas, traduzido para mais de 40 línguas. Ele também é professor, consultor e jornalista científico, com 12 anos de contribuição para o The New York Times.
A teoria da inteligência emocional é um verdadeiro mantra da liderança, especialmente para os leitores corporativos. A forma como lidamos com as nossas emoções, atitudes e relacionamentos é capaz de dizer mais precisamente como agimos diante das situações profissionais, e isso importa muito mais do que testes padronizados. Como exemplo, o psicólogo cita a empatia social, a habilidade de compreender o ponto de vista ou perspectiva de outra pessoa, e assim sentir o que ela está sentindo. Confira a entrevista que ele concedeu com exclusividade à Administradores.
RA: Você diria que é possível motivar ou desenvolver empatia a partir de uma motivação puramente interna, ou é necessária uma força externa?
DG: Na verdade, a melhor motivação para desenvolver força mental e inteligência emocional é interna; você tem que ter o desejo de melhorar. Por exemplo, a empatia social, sua habilidade de compreender o ponto de vista ou perspectiva de outra pessoa e assim sentir o que ela está sentindo. Você pode receber mensagens sutis do mundo externo dizendo que você não é tão bom nisso quanto precisa, mas então só depende de você decidir o quanto se importa e o quanto está disposto a fazer para melhorar nesse aspecto. Somente motivado você pode desenvolver intencionalmente a sua força mental e a inteligência emocional.
Como podemos desenvolver a nossa inteligência emocional?
Existem cinco passos. Primeiro você tem que se perguntar: "Isso é realmente importante para mim?". Você tem que estar motivado, tem que visualizar seus objetivos, analisar seus valores e aonde você quer chegar na vida e na carreira. Se você responder a essa primeira pergunta, parta para o segundo passo: uma análise de 360 graus, como o ESCI (sigla em inglês para Inventário de Competências Emocionais e Sociais), assim conseguindo uma avaliação honesta.
Quando nos avaliamos, nossa visão pode ser distorcida pelos nossos pontos cegos. Mas em um 360º você recolhe confidencialmente e anonimamente as opiniões de pessoas que você respeita, chegando a uma média. O terceiro passo é olhar para esses resultados e identificar as suas habilidades de inteligência emocional e autoconsciência: a maneira que você se administra, como você empatiza com as pessoas, como você forma relações, sua persuasão, cooperação e capacidade de trabalho de equipe.
Onde quer que seja, identifique a área na qual você acredita que vale a pena o seu tempo e esforço para melhorar. Aí você estabelece um plano de mudança, um contrato consigo mesmo sobre um comportamento específico que você tentará mudar, como parar e ouvir atentamente o que está sendo dito, compreender completamente o que você está pensando antes de falar. Em um diálogo, isso melhora bastante a sua empatia. O quinto passo é tentar seguir este comportamento em todas as oportunidades que se apresentarem. Se você fizer isso durante três e seis meses, verá que as pessoas começarão a reagir e notará a sua melhora.
Existe algum tipo de teste usado para medir a inteligência emocional ou ela só pode ser identificada em situações práticas?
Acredito que todos podemos sentir a inteligência emocional de uma pessoa sempre que interagimos com ela. Temos meio que um radar natural para isso. Com algumas pessoas você sente essa atração, uma química, uma simpatia. Esse é um sinal claro de uma inteligência emocional desenvolvida; já com outras pessoasvocê não consegue estabelecer uma ligação, elas são um pouco diferentes. É um sinal de que precisam de ajuda com a sua inteligência emocional. Então, por um lado, todos nós temos um senso inato para isso, por outro, existem atualmente vários testes direcionados à inteligência emocional. Alguns não são muito bons, e outros são muito bons para propósitos específicos.
Se falarmos na esfera empresarial, no campo dos negócios, há testes assim?
No campo dos negócios existem testes que auxiliam na seleção para contratação e testes que facilitam notar aqueles que merecem ser promovidos a posições de liderança. Eu fui co-criador de um processo em 360 graus para desenvolver a inteligência emocional de líderes chamado ESCI. Ele foi criado para que tanto o indivíduo se autoanalise, como também para que aqueles que o conhecem bem o avaliem. Então você pode decidir em que área precisa de ajuda para desenvolver-se e pode usar o programa como um motivador para o seu próprio crescimento.
Em seu trabalho você discorre sobre cinco tipos de inteligência emocional: autoconhecimento emocional, o controle emocional, auto-motivação, o reconhecimento de emoções em outras pessoas e a habilidade de manter um relacionamento interpessoal. Cada um desses tipos serve como requisito para o outro? Para trabalhar essas inteligências emocionais, deve-se trabalhar os estágios anteriores?
Penso que a parte mais fundamental da inteligência emocional é a primeira, o autoconhecimento. A maneira como administramos a nós mesmos é a segunda parte. A terceira depende completamente do quanto nos conhecemos, assim como a nossa capacidade de estabelecer relacionamentos com os outros depende da habilidade de empatizar com eles. Cada uma das partes usa as anteriores como base.
Você mencionou anteriormente que as pessoas precisam descobrir o que querem para manterem-se motivadas. Como você propõe que façamos isso?
Para conhecer os seus próprios valores você precisa de autoconhecimento. Precisa saber o que importa para você, e trabalhar um senso próprio do que é certo e errado.
Em sua opinião, aqueles que têm uma vida mais saudável e feliz, marcadas por vários relacionamentos e vidas sociais mais intensas, são melhores em seu trabalho?
Diria que as pessoas geralmente mais positivas, extrovertidas e bem conectadas com outras nas suas vidas sociais podem trazer isso para o trabalho, tornando-se bons colaboradores, trabalhadores em equipe e possivelmente ótimos líderes. Então sim, com certeza.
Apesar do conceito de inteligência emocional ser algo recente, você acredita que ele já era familiar aos grandes líderes e filósofos da antiguidade?
Acredito que os elementos básicos da inteligência emocional sempre formaram líderes excepcionais desde a antiguidade até os tempos modernos. A diferença é que hoje nós entendemos a base cerebral, e temos maneiras de medir isso nas pessoas e de ajudá-las a desenvolver esses traços. Essa é uma prática antiga, mas um conhecimento completamente novo.
Assim como os arquétipos da morte e do herói estão presentes no inconsciente humano, a imagem do líder também figura no nosso imaginário. Você diria que essa imagem pode ser considerada um arquétipo?
Penso que a imagem de um líder é o que poderia ser chamada de um arquétipo fundamental, construído durante milhões de anos de evolução na mente inconsciente humana. O líder é como um pai em um sentido bastante primitivo: alguém em que nós procuramos segurança em tempos de crise, incerteza e estresse, assim como uma criança procura um pai.
Um bom líder não apenas é bom em delegar funções, ele precisa ser capaz de transmitir emoções. Qual a importância dessa função do líder?
O trabalho emocional de um líder é extremamente importante e consiste em ajudar as pessoas a chegar a um estado emocional ideal, em que elas consigam trabalhar melhor, e mantê-las nesse estado. Sinceramente, acredito que essa é a função mais importante de um líder.
Em várias situações o líder formal não é necessariamente o líder emocional de um grupo e isso pode criar vários problemas. Como resolver esses conflitos em uma empresa?A situação ideal é aquela onde aquela pessoa com o título de líder (o chefe, CEO, presidente etc.) é também a pessoa que desempenha o papel de líder emocional. Essa é a situação que você deseja. Quando esses dois papéis são ocupados por pessoas diferentes, você tem dificuldades sérias, porque as pessoas têm muita consideração pelo líder emocional, e se o suposto líder não tem o mesmo respeito ou a mesma importância, ele será bem menos eficiente do que deveria.
É difícil não comparar o conceito de inteligência emocional com o de inteligências múltiplas proposto por Howard Gardner. Existe alguma similaridade ou afinidade entre essas duas teorias?
Eu construí o meu próprio modelo. No trabalho de Howard Gardner ele fala de vários tipos de inteligência, duas das quais são chamadas intrapessoal e interpessoal. Intrapessoal é o autoconhecimento e interpessoal são nossas habilidades de estabelecer e manter relações pessoas. A inteligência emocional é uma maneira de examinar esse objeto de maneira mais detalhada, especialmente de uma forma que seja útil para o ambiente de trabalho e liderança.
E qual é a sua relação com Gardner? Vocês já trabalharam juntos?
Nós não trabalhamos juntos. Nós nos graduamos na Universidade juntos, nos conhecemos há bastante tempo e eu respeito profundamente o seu trabalho. Nós somos bons amigos, mas não fazemos pesquisas juntos.
Você lançou recentemente o livro O cérebro e a inteligência emocional (The brain and emotional intelligence, ainda sem versão em português). O que pode nos falar sobre esse trabalho?
Bem, quando eu escrevi o livro Inteligência emocionale vários outros, tentei sempre me manter o mais atualizado possível, especialmente no campo da pesquisa cerebral. Mas fazia vários anos desde a última vez que eu tinha escrito algo sobre liderança ou inteligência emocional, então achei que era um bom momento para analisar as descobertas mais recentes sobre o cérebro e o que elas significam para a pesquisa de inteligência emocional. Por isso que eu escrevi O cérebro e a inteligência emocional, e lá eu falo sobre criatividade e como um administrador pode criar condições que encorajem pensamento inovador.
Baseado em pesquisas recentes, pude descrever maneiras pelas quais os líderes podem criar circunstâncias que possibilitem às pessoas trabalharem melhor. Essa área de análise de performance deve muito a uma compreensão recente do relacionamento entre as emoções e o resto do cérebro. Assim, pude descrever várias situações importantes para o ambiente de trabalho e ver como a nova pesquisa cerebral pode nos ajudar.
Para encerrar, quais os resultados em uma empresa que cria esse ambiente harmônico e encoraja o desenvolvimento da inteligência emocional?
Melhores resultados financeiros, melhor nível de satisfação dos empregados, melhor motivação e uma maior retenção de talento, evitando que as pessoas mais importantes deixem a companhia.
Liderança eficaz, comunicação, verdade, marketing! Juntos, seguindo uma mesma essência!
FONTE
1000 músicas no seu bolso... Steve Jobs, Winston Churchil, Martin Luther King e outros líderes comunicadores
David Forli Gerente de Ensino no INEPAD e Professor no MBA FEARP - USP
Se você se comunicar bem sua liderança será eficaz e seus objetivos serão atingidos!
Mas como chegar a essa garantia? Como fixar uma ideia na mente de seus interlocutores, consumidores, clientes, parceiros, superiores?
Para qualquer executivo, e especialmente para um líder, garantir que a comunicação funcione é parte essencial do trabalho! Mas para que a comunicação funcione, ela precisa vir com uma essência incontestável, tem que ajudar de fato pessoas e empresas e torná-las melhores.
Em 2001, quando Steve Jobs apresentou o Ipod, um aparelho que naquele momento era totalmente desconhecido ele encontrou uma essência: “1000 musicas no seu bolso”. Esse conceito simples, porém poderoso, explicou a essência do aparelho, explicou o problema que ele resolve no mundo. Esta síntese, esse slogan, tem tudo que a boa mensagem de um líder deve ter:
• Simplicidade – nada mais fácil de entender... 1000 músicas no seu bolso
• Surpresa - nunca ninguém imaginara isso antes...
• Concretude – quando pensamos em 1000 músicas pensamos em uma pilha enorme de CDs.
• Credibilidade – bem, ele já era Steve Jobs e tinha uma bela historia pra contar... você precisa construir a sua.
• Sentimentos – há um vídeo no Youtube que mostra essa apresentação, olhe nos seus olhos, veja o quanto ele acredita no que está dizendo, no potencial que há no aparelho, esse momento está em 2m30s...
• Relatos - bem, no mesmo vídeo você pode apreciar o modo como ele relata as preocupações da empresa, porque o aparelho é importante.. porque chegou para mudar o mundo.
Liderança eficaz, comunicação, verdade, marketing! Juntos, seguindo uma mesma essência!
Um aspecto muito relevante dessa apresentação é o seguinte: pode parecer uma ideia rápida, mas não é... há aqui, planejamento, verdade, cuidado, preparo, e ...essência!
Luther King disse “eu tenho um sonho”, circundou com essa ideia libertária um discurso incrível e ofereceu liberdade a uma raça inteira!
Churchill ganhou uma guerra com estratégia e uma ideia “Não tenho nada a oferecer-vos senão sangue, trabalho, suor e lágrimas”
Você pode estar pensando “Cara, mas um estava apresentando o Ipod, aparelho que mudou a indústria! Outro mudando as bases da igualdade nos Estados Unidos e no mundo e o ultimo venceu a segunda guerra mundial”.
Correto, tarefas incríveis, mas o princípio mantenedor de tudo isso é o mesmo: uma essência irretocável e comunicação efetiva, e desse modo, suas reuniões de trabalho, entrevistas de emprego, apresentações a clientes, planejamento de produtos e de campanhas podem mudar radicalmente!
Prof. David Forli Inocente
Coordenador de Desenvolvimento – MBA Marketing Estratégico EAD USP.

eSocial
PERGUNTAS E RESPOSTAS (PIR 2013).PDF
Apresentação
É com grande satisfação que a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) apresenta a edição 2013 do Perguntas e Respostas da Pessoa Jurídica, a qual, como realizado anualmente, incorpora atualização do texto anterior. Os temas abordados estão divididos em vinte e seis capítulos. Nesta edição foi mantida a estruturação do Perguntas e Respostas em capítulos estanques no que concerne a numeração das perguntas, possibilitando uma maior facilidade de visualização e de consulta do material. Mais além, a edição de 2013, alinhando-se às políticas de conscientização das limitações dos recursos naturais e também às tendências derivadas da revolução digital, está disponibilizada no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), na internet, podendo dali seu conteúdo ser livremente acessado ou baixado pelo público institucional e de contribuintes.
Este ano são oferecidas mais de novecentas perguntas e respostas elaboradas pela Cosit,
relacionadas às seguintes áreas de tributação da pessoa jurídica:
a) IRPJ;
b) CSLL;
c) Simples;
d) Tratamento tributário das sociedades cooperativas;
e) Tributação da renda em operações internacionais (Tributação em Bases Universais, Preços de
Transferência e Juros Pagos a Vinculadas no Exterior);
f) IPI;
g) Contribuição para o para o PIS/Pasep e Cofins.
Trata-se de compilação de perguntas formuladas por contribuintes ao Plantão Fiscal, bem como de abordagem de aspectos da legislação apresentados por servidores em exercício na RFB. Inicialmente concebido para esclarecer dúvidas e subsidiar os colegas na interpretação da legislação tributária,
buscando a uniformização do entendimento fiscal relativo às matérias focalizadas, desde que se tornou disponível na Internet para consultas por parte dos contribuintes, o Perguntas e Respostas tem ampliado seu escopo, alcançando hoje um universo bastante diversificado de usuários, dentro e fora
da RFB. Ressaltamos que não há com esse trabalho a pretensão de substituir conceitos ou disposições contidos na legislação em vigor. Busca-se, isto sim, esclarecer dúvidas e dar subsídios àqueles que operam com a matéria tributária. Com vistas a um atendimento sempre mais efetivo às demandas desse universo cada vez mais amplo de consulentes, a Cosit não mede esforços para aperfeiçoar o material aqui apresentado. No entanto, é certo que uma publicação desse porte será sempre passível de aperfeiçoamentos, pelo que, desde já, agradecemos sugestões e críticas. Esta versão está atualizada até 31 de dezembro de 2012.
Bom proveito.
Uma conversa esclarecedora sobre a polêmica Medida Provisória nº 627 explica tudo o que impacta no trabalho do Profissional da Contabilidade. Um dado positivo é que a MP recepciona todas as Normas de Contabilidade formatadas pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) em virtude da adoção das IFRS e revoga o RTT (Regime Tributário de Transição), instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. A MP 627 também afasta a exigência de duas Contabilidades, aventada pela Instrução Normativa nº 1.397, que, ao ser criticada pela classe contábil, foi reformulada. - Participantes: João Miguel da Silva, Contador, advogado tributarista, especialista em Direito Empresarial. Gildo Freire de Araújo, Empresário contábil, vice-presidente de Administração e Finanças do CRC SP.
A Contabilidade na e conomia atual
Um bate-papo com dois dos mais atuantes líderes dos profissionais contábeis traz à tona assuntos palpitantes da profissão: como a Contabilidade atua no contexto atual da economia e o surgimento do Sped (Sistema Público de Escrituração Fiscal), que mostra o avanço dos controles fiscais com alto grau de tecnologia. Os participantes do programa também debateram a necessidade de conscientização dos empresários e dos Profissionais da Contabilidade, a obrigatoriedade da Contabilidade nas empresas e a mudança cultural vivenciada com as novas Normas Brasileiras de Contabilidade. - Participantes: Jair Gomes de Araújo, Contador, presidente do Sindcont-SP (Sindicato dos Contabilistas de São Paulo), professor da Escola Aberta do Terceiro Setor. Sebastião Luiz Gonçalves dos Santos, Empresário contábil e conselheiro do CRC SP.
(Fonte)
Consultor contábil e parceiro de negócio
Novo profissional tem a função de consultor de gestão e de ser um parceiro estratégico na tomada de decisão do administrador da empresa
Regina Diniz
Quanto mais o empresário tiver acesso às informações da empresa, com qualidade e transparência, mais terá sucesso em seus negócios. Esta premissa tem sido o argumento do desenvolvimento e aumento de demanda por um novo profissional, o consultor contábil. Um gestor que, mais do que registrar fielmente os dados da empresa, analisa e traça um raio X das operações internas e externas, servindo de bússola para auxiliar a tomada de decisões do administrador ou dono da empresa. Se no Brasil o movimento de ter um contador como consultor e parceiro de negócio da empresa ainda é tímido, a figura do contador é profundamente relevante dentro das organizações empresariais.
Para Tania Gurgel, sócia e diretora da TAF Consultoria Empresarial, o contador passou a ser um gestor e consolidador das informações, cabendo a ele o papel fundamental na consolidação das informações e na apuração correta desse resultado, transmitindo esses dados a todos os gestores. "Para que uma empresa alcance uma performance considerada 'de sucesso', além da gestão comercial e de resultado, uma das prerrogativas é o conhecimento em real time dos resultados de sua operação", diz.
Aliado a isso, a adoção de regras e controles rígidos pelo Fisco, como o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), vem obrigando as empresas instaladas no Brasil, mesmo as microempresas, a manter impreterivelmente em dia seus balanços fiscais e pagamentos de tributos. Para se ter ideia do crescimento da fiscalização governamental e eficiência do controle fiscal, nos últimos três anos, a autuação fiscal teve um aumento de 110%. Em janeiro deste ano, a fiscalização da Receita Federal constituiu crédito tributário no valor de R$ 190,1 bilhões referente a 2013, valor recorde que superou em 63,5% o total das autuações ocorridas em 2012. Os dados foram apresentados pelo subsecretário de fiscalização substituto, Iágaro Jung Martins, durante uma entrevista coletiva sobre o balanço das ações de fiscalização do ano de 2013.É preciso tempo e dedicação para atender às complexas exigências das obrigações fiscais do país, o segundo com maior carga tributária do mundo, perdendo apenas para a Argentina. "Cerca de 36% do PIB brasileiro foi consumido pela pesada carga tributária em 2012, que atinge principalmente os pequenos e médios empresários", afirma o presidente do Sescon-RJ, Lúcio Fernandes. Ele acrescenta que, de acordo com o Banco Mundial, o Brasil é o país onde mais se gasta tempo em obrigações fiscais: em torno de 2.600 horas por ano. "As empresas não têm tempo para respirar. Sempre existe alguma obrigação de prestar informação e, na maioria das vezes, em repetição, para o Fisco, o que aumenta a chance de erros e consequentes multas. É difícil uma empresa que não tenha ao menos um auto de infração por divergência de informações na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, por exemplo", alerta.
Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Mário Berti, a presença do assessor contábil ainda é tímida no Brasil. Cerca de 10% das empresas constituídas têm esse perfil. Assegura, no entanto, que a demanda por esse profissional tem crescido. Segundo ele, o contador está assumindo o papel de assessor do sucesso da empresa, por ser através dele que passam todas as informações empresariais, para depois serem processadas. "Com esses registros e documentações, o contador tem condições de indicar o ponto de equilíbrio para projetar o futuro e corrigir o passado", complementa.
Segundo o presidente do Sescon-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior, as empresas têm percebido com mais facilidade o papel estratégico do empresário e do profissional contábil para a sustentação e o sucesso da empresa, já que os subsídios fornecidos pela ciência contábil são importantes para as tomadas de decisões. "Este relacionamento deve ser baseado na parceria, na confiança e na troca. Com o avanço da tecnologia, é importante destacar que esta proximidade é ainda mais necessária, porém a tendência é que seja cada vez mais de forma remota, com sistemas integrados, novos meios de comunicação e ferramentas comuns", declara.
Para o gerente de controle tributário na Petrobras Distribuidora S.A., Elias da Silva Júnior, atualmente o mundo dos negócios tem como característica o alto nível de dinamismo e mudanças, especialmente em se tratando da matéria contábil e tributária. "Ter parceiros sintonizados com essas mudanças é essencial para a inovação na gestão e o compliance. Neste contexto, as empresas de consultoria contábil e de auditoria, cada vez mais integradas ao dia a dia de seu cliente, agregam importante valor para o sucesso das corporações", diz.
25/04
Fonte: DCI – SP
Contadores e contabilistas estão contribuindo de forma mais efetiva nas decisões estratégicas das companhias e passam a ser também consultores.
Se no início dos anos 2000 a função principal dos profissionais era a prestação de informações para os órgãos governamentais, agora eles também auxiliam na gestão das empresas. “Hoje o contador tem um papel mais importante como gestor do que o de só atender às exigências do Fisco”, afirma o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), José Martonio Alves Coelho. “O profissional da contabilidade tornou-se um consultor do empresário. É ele quem está preparado para entender às necessidades das empresas e auxiliá-las a tomar decisões”, concorda o presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindcont-SP), Jair Gomes de Araújo. A globalização no mundo dos negócios foi um dos pilares que levaram a essa mudança.
O fato é que os contadores e contabilistas – profissionais com formação superior e com técnico em contabilidade, respectivamente – têm um diagnóstico completo da companhia e conseguem contribuir de forma mais efetiva nas decisões estratégicas – como nas definições de investimentos, por exemplo. Além disso, a adoção no Brasil das normas internacionais de contabilidade IFRS (International Financial Reporting Standards) também trouxe grande impacto para essa categoria. “A globalização gerou a necessidade de harmonização das normas contábeis, o que teve forte impacto para os profissionais da área”, considera o presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo (Fecontesp), José de Souza. “Temos um grande desafio na consolidação da convergência das normas brasileiras de contabilidade às normas internacionais, as IFRSs. O cenário econômico mundial, afetado pela crise no Leste Europeu, pode gerar reflexos para o meio empresarial e, por consequência, para o setor contábil”, complementa Araújo. “Vivemos um momento único na contabilidade. O pleno andamento e a adoção das normas internacionais provocaram uma grande mudança cultural nos profissionais contábeis, as quais incluem a necessidade de relacionamento internacional com outros profissionais da área”, lembra o auditor Claudio Avelino Mac-Knight Filippi, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP) e sócio da empresa PricewaterhouseCoopers. “O Brasil acordou após um sono de 30 anos no campo dos padrões contábeis e em 2008, através da Lei 11.638/07 e dos pronunciamentos técnicos (CPCs), iniciou a chamada convergência para os padrões europeus, o IFRS. Para aquecer ainda mais, o País introduziu em 2007 o Sped (Sistema Público de Escrituração Digital”, comenta Geuma Nascimento, sócia da Trevisan Gestão e Consultoria.
Tecnologia
Com a entrada em vigor do Sped, os contadores também tiveram que se adaptar às novas tecnologias para atender a essa demanda do Fisco. “Hoje há um envolvimento muito grande do profissional de contabilidade com a área de tecnologia, porque ela se tornou fundamental no trabalho deste profissional”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP) e da Associação Profissional das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon-SP), Sérgio Approbato Machado Júnior.
“A chegada da tecnologia introduziu informatização em todas as áreas, inclusive na contabilidade, e muitos tiveram o desafio de se atualizar para uma nova era”, diz Filippi. “O profissional de contabilidade hoje tem que ser multitarefa. Ele tem que conhecer as leis e a tecnologia e atuar também como um gestor”, diz Approbato. Além disso, para garantir que os serviços sejam prestados de forma segura e correta, esse profissional tem que passar por uma atualização constante. “Os profissionais devem ter uma atualização contínua em todos os aspectos, técnicos e comportamentais, para lhes facilitar o convívio com culturas e valores organizacionais distintos”, diz Geuma. Neste sentido, as entidades de classe têm tido papel fundamental, com a realização de cursos, palestras e seminários. “A contabilidade exige do profissional atualização constante, porque todos os dias a legislação apresenta novidade. O contabilista se forma, mas nunca pode deixar a sala de aula”, destaca Araújo.
Aliás, a falta de qualificação é um dos principais problemas enfrentados na contratação de profissionais no setor, que está ganhando visibilidade a cada ano. Prova disso é que em 2004 a categoria contava com 359 mil profissionais ativos nos conselhos regionais de contabilidade. Em 2011, último dado disponível, eles somaram 487 mil. E a tendência é de seguir em expansão. O último exame de suficiência (teste que permite o exercício da profissão, assim como o exame da OAB para os advogados), por exemplo, contou com 48 mil candidatos em todo o País. “O exame é uma forma de melhorar o ensino no País”, afirma o presidente do CFC. De acordo com ele, o exame é quantificado e apresentado para as instituições para dar um retrato de como os alunos estão saindo das faculdades. “É a nossa contribuição para garantir que haja um ensino de qualidade”, afirma. Além disso, a falta de contadores que falem um segundo idioma é uma das deficiências dos profissionais do setor, especialmente com a convergência para normas internacionais.
Fonte: DCI – SP
Via: FENACON
O governo federal vai buscar negociar com o Confaz, colegiado que reúne os secretários estaduais de Fazenda, uma solução para restringir o uso de substituição tributária pelos estados. É um mecanismo que eleva as alíquotas do ICMS para as micro e pequenas empresas optantes do Supersimples, cujos efeitos de redução de carga tributária são atingidos por essa prática.
O coordenador do Confaz, José Tostes Neto, que é secretário estadual de Fazenda do Pará, foi chamado para uma reunião no Ministério da Fazenda com o objetivo de negociar uma alternativa gradual, sem causar grandes prejuízos aos cofres estaduais.
Deverá ser chamado o ministro da Secretaria das Micro e Pequenas Empresas, Guilherme Afif Domingos, para criar um canal de entendimento.
A limitação da substituição tributária é uma das principais bandeiras da quinta revisão da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, cuja votação deverá acontecer no final deste mês na Câmara dos Deputados. Antes, no dia 9, será realizado um amplo debate sobre o tema no plenário da Cas.
Um amigo administrador de empresa me aconselha: “Me prometa jamais imaginar em registrar um CNPJ lá no Brasil”. Como faz um quarto de século que virei empresário, o conselho chega tarde, mas revela o quanto o amigo me estima e deseja a minha felicidade. Não importa o ramo de negócio, o audaz empreendedor brasileiro tem que sobreviver com quase 39% de impostos.
É o empresário rural. De grãos, esse que garante a balança comercial é coisa para internação em hospício. Além de preparar a terra, se defender das pragas e do MST, depender do excesso ou falta de chuva, tem que colher, estocar, transportar, vender e embarcar no país sem capacidade de armazenar, sem ferrovias, sem navegação fluvial, com portos congestionados e rodovias ruins, ainda tem a maior quebra da colheita: governo inventando dificuldades e pondo facilidades só no discurso. No palanque, elogiam os que produzem e criam empregos, mas nas suas rezas a São Marx exorcizam o lucro, esse pecado mortal do capitalismo.
A fé nesse santo é tão doentia que até a empresa que o próprio Estado administra, a Petrobras, está proibida de ter lucro para ter capacidade de investir e crescer: quando mais vende, mais perde. É a inversão que contaminou o país.
Modelo que transfere o recolhimento para a indústria prejudica empresas enquadradas no Simples Nacional
CRISTINA RIOS
A ampliação do número de produtos enquadrados na chamada substituição tributária acendeu o sinal amarelo para micro epequenas empresas enquadradas no Simples Nacional. O regime de substituição – que concentra na indústria toda a cobrança do ICMS, antes realizada em várias etapas da cadeia – é considerado nocivo porque aumenta a carga tributária para as empresas de pequeno porte.
Uma simulação realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que a carga tributária sobre uma empresa enquadrada no Simples quase dobra com a substituição tributária. O instituto fez o cálculo em relação a uma empresa com faturamento de R$ 1,2 milhão por ano e que tenha 70% da sua venda sujeita à substituição tributária. Pelo Simples Nacional, essa empresa, que paga uma parcela fixa sobre o faturamento, desembolsaria, em impostos, o equivalente a 8,33% das suas receitas. Desse volume, 2,92% seriam de ICMS.
Com a mudança para a substituição tributária, a mesma empresa teria de pagar o equivalente a 14% em impostos. A parcela paga somente com ICMS quase dobraria. “Com isso, a substituição tributária acaba anulando parte do benefício do Simples Nacional”, diz Cosmo Rogério de Oliveira, tributarista e pesquisador do IBPT responsável pelo cálculo.
Segundo o analista, isso ocorre porque o ICMS passa a ser pago pela indústria com base em uma estimativa de margem de lucro das empresas em todas as etapas da cadeia. Como a indústria concentra o pagamento, ela repassa o equivalente ao imposto para as outras empresas. Assim, ao produzir um item ou comprar de um terceiro, a pequena e microempresa acaba pagando o imposto cheio.
No Simples Nacional, a alíquota do ICMS varia de 1,25% a 3,95%. No entanto, as pequenas e microempresas pagam, em média, 6,3% ao comprarem um produto de uma empresa que opera no regime de substituição tributária.
Mais abrangente
A polêmica em torno do assunto ganhou fôlego nas últimas semanas porque o governo paranaense decidiu incluir mais sete produtos no sistema, que já vigorava para 27 itens. A partir de março, alimentos, bicicletas, brinquedos, material de limpeza, artefatos de uso doméstico, papelaria e instrumentos musicais passam a ser enquadrados no regime. A mudança, que entraria em vigor em fevereiro, foi adiada depois de um pedido de entidades empresariais.
Considerada um sistema que aumenta o controle da arrecadação e reduz a evasão fiscal, já que concentra o recolhimento em um contribuinte só, a substituição vem sendo ampliada pelos estados brasileiros em meio à necessidade de arrecadação para fazer caixa. Segundo a Secretaria da Fazenda do Paraná, a medida, em tese, não aumenta a carga tributária e nem promove alta de preços.
“O impacto para as micro e pequenas empresas é desastroso. Primeiro pela antecipação do recolhimento e segundo porque é arbitrada uma margem de lucro sobre as operações que muitas vezes não corresponde à realidade, o que faz com que as empresas paguem mais impostos e por tabela aumentem preços”, diz Airton Hack, vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP) e coordenador do conselho de assuntos de tributários e financeiros.
Projeto de lei
Estados podem perder R$ 1,38 bilhão com suspensão do regime
Um projeto de lei complementar que altera o estatuto da micro e pequena empresa e está em tramitação no Congresso prevê, além de outras alterações, a exclusão das empresas do Simples da substituição tributária. A expectativa é de que o projeto (221/2012 e 237/2012) seja votado ainda no primeiro trimestre.
Segundo um estudo do IBPT, o fim da aplicação da substituição tributária sobre as empresas do Simples representaria perdas de R$ 1,38 bilhão na arrecadação de ICMS dos estados. A maior parte desse volume no Sul e do Sudeste, onde há um maior número de empresas formalizadas. O país tem cerca de 8 milhões de companhias enquadradas no Simples.
Para Cosmo Rogério de Oliveira, tributarista e pesquisador do IBPT, embora elevado, esse valor seria compensado em um período de dois a três anos porque há um crescimento do número de abertura e formalização de empresas.
No Paraná, entidades ligadas principalmente ao comércio, como a Associação Comercial (ACP) e a Federação do Comércio (Fecomércio) vêm tentando convencer o governo estadual a rever a ampliação da substituição tributária no estado.
Segundo Airton Hack, vice-presidente da ACP, hoje cerca de 90% das empresas do comércio no estado são enquadradas no Simples. “O prejuízo é muito grande porque são empresas que trabalham com um caixa apertado. Qualquer aumento da carga tributária causa um impacto grande”, diz.
Se as negociações com o governo estadual não avançarem e a alteração do estatuto não for votada, uma outra opção é entrar na Justiça. “O STF [Supremo Tribunal Federal] já reconheceu a legitimidade da substituição tributária, mas de maneira genérica, sem analisar o caso das pequenas e das micros. Uma legislação, como a dos estados, não poderia se sobrepor à outra [do Simples]”, diz.
O presidente da Fecomércio, Darci Piana, diz que a ideia é convencer o governo estadual a promover descontos para as empresas do Simples compensarem as perdas. “Seria um critério semelhante ao que foi adotado por Santa Catarina”, diz.
27 produtos já são tributados no regime, ente eles combustíveis, cimento, pneus, sorvete, celular, bebidas, eletrônicos, eletrodomésticos, material de construção, veículos, cosméticos e itens farmacêuticos.
AMPLIAÇÃO
Confira os itens que serão incluídos na substituição tributária:
• Alimentos
• Bicicletas
• Brinquedos
• Material de limpeza
• Artigos de uso doméstico
• Papelaria
• Instrumentos musicais
Fonte: Gazeta do Povo
Via: FENACON
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